Fibromialgia: Quando o Corpo Pede Pausa e o Coração Pede Escuta

Há dores que não se explicam apenas em palavras Há dores que nem sempre aparecem nos exames.Há cansaços que não passam apenas com descanso.Há dias em que o corpo parece pesado sem motivo aparente — e momentos em que até respirar fundo parece exigir energia. E, ainda assim, muitas mulheres continuam.Continuam a cuidar.Continuam a responder.Continuam a sorrir. Por fora, tudo parece funcionar.Por dentro, algo já começou a pedir outra forma de viver. A fibromialgia é uma condição complexa, vivida de forma diferente por cada pessoa. Este texto não pretende explicar a doença nem substituir qualquer acompanhamento médico. É um convite complementar à escuta, ao acolhimento e a um olhar mais amplo sobre aquilo que o corpo pode estar a comunicar. Quando o corpo deixa de conseguir sustentar tudo sozinho Para muitas mulheres, viver com fibromialgia não significa apenas lidar com dor física. Existe também uma experiência invisível. Uma sensação de exaustão que nem sempre encontra palavras.Um sono que nem sempre restaura.Uma dificuldade em desacelerar, mesmo quando o corpo pede descanso. Ao longo da vida, muitas aprenderam cedo a ser fortes. Fortes para cuidar.Fortes para suportar.Fortes para continuar. Aprenderam a colocar as necessidades dos outros primeiro. A adaptar-se. A manter tudo em equilíbrio. Até que chega um momento em que o corpo começa a pedir presença. Não como castigo.Não como falha. Mas talvez como um convite. O corpo não está contra ti Quando convivemos muito tempo com dor ou fadiga, é comum nascer uma relação de luta com o corpo. Porque não responde.Porque limita.Porque obriga a parar. Mas talvez exista uma pergunta diferente: E se o corpo não estivesse a impedir-te de viver…mas a pedir-te uma nova forma de viver? Nem sempre conseguimos ouvir os sussurros. Por vezes o corpo fala primeiro através do cansaço.Depois através da tensão.E, quando continua sem espaço, começa a pedir atenção de forma mais intensa. Não porque está contra nós.Mas porque já não consegue continuar sozinho. Sensibilidade não é fraqueza Ao acompanhar mulheres ao longo dos anos, existe algo que aparece muitas vezes — não como regra, mas como experiência humana. Muitas são profundamente sensíveis. Sentem muito.Percebem muito.Sustentam muito. São mulheres empáticas. Cuidadoras. Intuitivas. Presentes. E exactamente por isso, por vezes, habituam-se a colocar-se em último lugar. Não porque não saibam cuidar de si.Mas porque aprenderam que amar era sustentar tudo. Até descobrirem que sustentar não é o mesmo que estar inteira. O sistema nervoso também precisa de aprender a descansar Hoje sabemos que a fibromialgia envolve processos complexos ligados ao sistema nervoso e à forma como o corpo processa estímulos, descanso, dor e recuperação. E talvez esta seja uma pergunta importante: Há quanto tempo o teu corpo vive em estado de alerta? Sempre disponível.Sempre a antecipar.Sempre em movimento. Mesmo quando para… continua acordado. Por isso, tantas mulheres descrevem: Nesses momentos, o corpo não pede perfeição. Pede segurança. Talvez o caminho não seja fazer mais Vivemos numa cultura que ensina a resolver tudo rapidamente. Mas há experiências que pedem outro ritmo. Talvez cuidar de ti não seja mais uma tarefa. Talvez seja aprender a: Cada pausa respeitada é um passo.Cada limite honrado é um passo.Cada gesto de ternura consigo mesma é um passo. Voltar para casa dentro de ti Talvez a pergunta não seja apenas: “Como faço para deixar de sentir dor?” Mas também: “Há quanto tempo deixei de me escutar?” Nem sempre conseguimos escolher o que o corpo vive. Mas podemos escolher como nos relacionamos com ele. Com mais escuta.Mais respeito.Mais gentileza. Porque o corpo não precisa tornar-se um inimigo. Talvez esteja apenas a tentar mostrar o caminho de volta. Um espaço de acolhimento e reconexão Na Ascensão d’Alma, muitas mulheres chegam precisamente neste ponto: quando percebem que já não querem continuar apenas a sobreviver. Através das meditações, da comunidade, dos encontros e do acompanhamento individual, criamos espaços de presença, acolhimento e reconexão interior. Se sentes que este texto tocou algo em ti, talvez não precises de respostas imediatas. Talvez precises apenas de começar por te escutar. Com amor e presença, Carla FerreiraAscensão d’Alma

O Esquecimento na Transição: Um Chamado da Alma na Ressonância da Ascensão

Há um fenómeno comum entre mulheres na fase de transição para a menopausa que, muitas vezes, gera desconforto, frustração ou até medo: o esquecimento. Pequenas falhas de memória, lapsos no meio de frases, nomes que se escondem por segundos longos demais… E, no entanto, por detrás desse aparente “mal funcionamento” da mente, esconde-se uma sabedoria profunda. Este não é apenas um sintoma físico ou hormonal. É também — e sobretudo — um sintoma da alma em movimento. O que estás a esquecer… e porquê? Na transição para a menopausa, o corpo deixa de estar disponível para gerar vida externa e começa a gerar vida interna. É uma fase de recolhimento, de reintegração, de reconexão com a essência. O que antes era imediato e automático, agora abranda. O foco desloca-se do fazer para o ser, do mental para o sensível, do mundo externo para o universo interno. Este aparente “esquecimento” é, na verdade, um espaço que se abre para a alma respirar. Estamos tão habituadas a valorizar a mente racional, lógica, eficiente — que quando ela abranda, ficamos em alerta. Mas esse alerta pode ser, também, um chamado para parar, escutar e confiar. Aquilo que esqueces pode ser exatamente o que já não precisas carregar. Um velho programa. Um excesso de estímulo. Uma exigência que já não te serve. Um sintoma da Ascensão Planetária Vivemos um tempo de profunda transformação na Terra. A frequência vibracional do planeta está a elevar-se — e com ela, tudo aquilo que está desalinhado ou desnecessário começa a dissolver-se. O velho dá lugar ao novo. O controlo dá lugar à entrega. A lógica linear dá lugar à sabedoria intuitiva. Para muitas mulheres despertas, essa mudança é sentida de forma intensa no corpo e na mente.A menopausa deixa de ser apenas um processo fisiológico para se tornar num rito de passagem espiritual — um portal de ascensão individual em sintonia com a ascensão coletiva. O esquecimento torna-se, então, uma limpeza.Um descondicionamento.Uma reprogramação. Estás a esquecer o que te prendia, o que te cansava, o que te mantinha num ciclo de sobrevivência.E a lembrar — no corpo, no coração e na alma — quem vieste realmente ser. E se esqueceres o que é essencial? Não te preocupes.O que é verdadeiramente teu, o que vibra com a tua essência, não se perde.Está a ser gravado noutra memória: a memória da alma, onde tudo é guardado com amor. Este processo pede confiança. Pede escuta.Pede também que te permitas viver com mais presença, menos controlo e mais suavidade. O esquecimento é um convite ao silêncio interior.E é no silêncio que a sabedoria emerge. Um novo espaço interno Ao libertares a mente do excesso, abres espaço para o novo: A transição para a menopausa pode ser uma iniciação. Um regresso ao templo interior.E nesse templo, o que parecia esquecido… renasce sob nova forma. Confia.Tu não estás a perder a memória.Estás a relembrar quem és,Para além de tudo o que aprendeste a ser. Se este texto tocou o teu coração talvez seja o momento de te acolheres mais profundamente.Através das Mentorias da Ascensão d’Alma®️, caminhamos juntas no reencontro com a tua sabedoria interior. E, no Portal Ascensão D’Alma, encontrarás um espaço seguro, vibrante e nutridor, com encontros ao vivo, práticas semanais, meditações e muito mais — tudo pensado para mulheres em transição, que sentem o chamado de viver com mais presença, verdade e conexão. Sente o chamado?Clica aqui para saber mais sobre as Mentorias

Despertar a Divindade Interior

Em cada mulher reside uma força divina, um poder sagrado que muitas vezes permanece adormecido ou sufocado pelas exigências e desafios da vida quotidiana. Este poder, enraizado na nossa essência mais profunda, no nosso útero, é a fonte de toda a energia, criatividade e espiritualidade feminina. Reconhecer e honrar esse poder é essencial para a plena realização de qualquer mulher. A benção do útero é um ritual transformador que visa reconectar-nos com esta fonte poderosa de energia feminina e despertar a divindade interior. O Útero: Centro Vital da Existência FemininaO útero é mais do que um órgão físico; é o epicentro da energia feminina, influenciando profundamente a maneira como a mulher experiencia a vida em todos os seus aspectos. Ele governa não apenas a fertilidade, mas também aspectos cruciais como a sexualidade, a criatividade e a intuição. Abençoar o útero é, assim, um gesto de reconhecimento e apreciação por esse poderoso centro de energia, trazendo luz e cura para a vida da mulher em sua totalidade. A Benção do Útero: O Que Significa? O útero é a fonte de todo o poder e energia das mulheres. É ele que gere e afeta a forma feminina de pensar, sua fertilidade, sexualidade, espiritualidade, e pensamentos. O útero é o centro da alma da mulher e por isso ao abençoá-lo, está trazendo energias positivas para a totalidade da vida feminina. A benção do útero é uma técnica que envia energia aos centros energéticos da mulher, trazendo uma transformação espiritual, emocional, mental e também física em sua vida. Ela acorda aspectos adormecidos dentro da mulher, fortalecendo a feminilidade que existe dentro dela. É comum que as mulheres tenham esquecido ou até sufocado a divindade que vive dentro de si, sua porção sagrada, seu sagrado feminino. A benção ajuda a elevar essa vibração, reconhecer sua força, a celebrar a divindade que existe dentro de cada uma. Quem pode receber a benção do útero?A benção do útero pode ser feita em qualquer mulher que já tenha tido a sua menarca – que é também chamada de primeira lua ou primeira menstruação. Não importa se a mulher tem ou não o útero (pois há mulheres que precisam retirá-lo por questões de saúde). O centro de energia do útero permanece intacto em cada uma das mulheres a vida toda, mesmo que o útero físico não esteja presente. Na benção do útero, celebra-se a menarca e a menopausa, a vida e a morte, os novos começos e também os términos, as fases da lua, as mudanças de estação do ano e os ciclos menstruais. A energia do sagrado feminino é disponível a todas e possui uma energia transformadora, de cura, de nutrição, de afirmação e de capacitação da divindade das mulheres. Como funciona a benção do útero?A benção do útero é facilitada por uma Mãe Lua (Mother Moon), uma mulher iniciada que propõe o caminho de compartilhar essa benção com outras mulheres. Ela torna-se um canal ativo da benção do útero, oferecendo-se a serviço do Sagrado Feminino. É uma auxiliadora e orientadora de outras mulheres, nos percursos e desafios da vida. É um ritual presencial agendado com outras mulheres. O ritual é muito particular, e pode ter diferenças entre cada Mãe Lua. De uma forma geral, é um ritual de benção do útero que utiliza de energia arquetípicas femininas – Donzela, Mãe, Feiticeira e Anciã. Estes quatro arquétipos governam a vida das mulheres, os ciclos menstruais e as fases da lua. Donzela – representa a fase pré-ovulatória, ou seja, do fim do período menstrual até o período antes do início da nova ovulação. Está associada à Lua Crescente, é uma fase de energia inspiradora, dinâmica, de iniciativa. Mãe – representa o período da ovulação, e aqui as energias se assemelham ao do período da maternidade. Está ligada à Lua Cheia, uma fase com energias intensas para criar, sustentar e fortalecer. Feiticeira – representa a fase pré-menstrual. Está ligada à lua minguante e à diminuição da energia física da fase ovulatória até a fase pré-menstrual. É um período de aumento da sexualidade, da magia e da criatividade. Anciã – representa a fase da menstruação. Está ligada à Lua Nova, a um período que a mulher retira energias do mundo físico e terreno para levar sua consciência ao mundo espiritual. Dedicado a rezar, meditar e descansar. Os benefícios da benção do úteroA benção do útero conecta a mulher à sua natureza, trazendo reconhecimento da sua essência e bem-estar. Este ritual do sagrado feminino desperta a sabedoria feminina, a intuição, a energia dinâmica, a empatia e a compaixão. Sente-se uma melhoria da criatividade, da sexualidade, da espiritualidade e do silêncio interior, aspectos primordiais da vida feminina que costumam ser reprimidos ou adormecidos.Outros benefícios percebidos são: Transformações Através da Benção A benção do útero é uma ponte para o despertar da consciência feminina, trazendo à tona a sabedoria inata, a empatia e a compreensão profunda da vida. Este ritual fomenta uma melhoria significativa em diversos aspectos da existência feminina, desde a criatividade e a sexualidade até a espiritualidade e o equilíbrio interior. A mulher reconecta-se com a alegria de sua expressão mais pura, abraçando sua divindade interna com amor e aceitação. Faz Parte da Nossa Comunidade Se sentes o chamado para despertar a tua energia feminina sagrada e conectar-te com outras mulheres que partilham este caminho, convidamos-te a juntar-te à nossa comunidade. Aqui, encontrarás suporte, inspiração e recursos para te guiar nesta jornada de autoconhecimento e transformação. Junta-te a nós agora e começa a tua viagem rumo ao despertar do teu sagrado feminino.

Como a Mandala Lunar Pode Ajudar-te A Navegar Pela Tua Ciclicidade?

A Mandala Lunar é uma ferramenta ancestral de autoconhecimento que permite a nós, mulheres, monitorizar todas as mudanças que vivemos ao longo do nosso ciclo. Assim como a lua, somos cíclicas, e os nossos estados emocional e físico variam significativamente ao longo do mês. Neste artigo, vamos explorar a profundidade e a simplicidade da Mandala Lunar, desvendando como esta ferramenta pode ser uma aliada poderosa na tua jornada de autodescoberta e harmonização com os ciclos naturais. Porquê Usar a Mandala Lunar? A Mandala Lunar oferece uma visão clara e tangível das nossas variações internas, agindo como um espelho dos nossos ritmos inatos. Com ela, é possível reconhecer padrões, prever mudanças e preparar-nos adequadamente para cada fase do ciclo. É uma prática que promove a aceitação e celebração da nossa natureza cíclica, encorajando-nos a viver em plena sintonia com os ritmos da natureza. Para Quem é a Mandala Lunar? Esta ferramenta é acessível a todas as mulheres, independentemente de terem ou não um ciclo menstrual ativo, com ou sem útero. O objetivo é reconectar cada uma de nós à nossa essência cíclica, permitindo uma compreensão mais profunda de si mesma e fomentando um relacionamento mais íntimo e respeitoso com o próprio corpo. Como Usar a Mandala Lunar A Mandala Lunar é composta por um círculo dividido em segmentos que representam cada dia do mês. Em cada segmento, anotamos informações chave sobre o nosso dia, incluindo o dia do ciclo, estado físico e emocional, e a fase da lua correspondente. A ideia é preencher esta mandala diariamente, criando um registo pessoal que reflete as nossas experiências internas e externas ao longo do tempo. Benefícios da Mandala Lunar Junta-te a nós num workshop online onde mergulharemos no mundo da ciclicidade feminina através da Mandala Lunar. Este workshop é uma oportunidade para aprenderes a mapear as fases do teu ciclo, implementar a Mandala no teu dia a dia, e descobrir como esta prática pode melhorar a tua qualidade de vida. Descobre mais e inscreve-te agora para dar início à tua jornada de autoconhecimento e conexão com a tua essência cíclica. A Mandala Lunar é mais do que uma ferramenta de monitorização; é um convite para abraçar a nossa natureza cíclica e viver em harmonia com os ritmos naturais. É um passo em direção ao autoconhecimento, à aceitação e ao empoderamento. Estás pronta para explorar a tua ciclicidade? A Mandala Lunar espera por ti.

Ciclicidade: o que deveríamos aprender para reconectar com essa essência

No ritmo acelerado da vida moderna, muitas vezes perdemos contato com a nossa própria ciclicidade, aquela conexão íntima com os ciclos naturais que nos rodeiam e com os ciclos internos do nosso corpo e da nossa mente. Aqui estão algumas coisas que deveríamos aprender para reconectar com essa essência: Honrar os Ciclos Naturais – Desde as estações do ano até as fases da lua, aprender a reconhecer e honrar os ciclos naturais ajuda a sintonizarmos com o ritmo do mundo ao nosso redor. Escutar o Nosso Corpo – o Nosso corpo tem os seus próprios ciclos, desde os ritmos de sono e vigília até os ciclos hormonais. Aprender a escutar e respeitar os sinais do nosso corpo permite-nos viver em maior harmonia. Aceitar a Mudança – Assim como a natureza passa por ciclos de crescimento, maturidade, declínio e renovação, também nós passamos por fases de mudança. Aprender a aceitar e abraçar essas mudanças torna-nos mais resilientes e flexíveis. Praticar a Autocompaixão – Nem sempre estaremos no auge da nossa energia ou produtividade, e tudo bem. Praticar a autocompaixão permite-nos reconhecer e aceitar os nossos altos e baixos com bondade e gentileza. Valorizar o Descanso e a Recuperação – Assim como a terra precisa de períodos de descanso para se regenerar, também nós precisamos de tempo para descansar e nos recuperar. Valorizar o descanso é fundamental para o nosso bem-estar físico e mental. Cultivar a Intuição – o Nosso corpo e a mente têm uma sabedoria própria, muitas vezes acessada através da intuição. Aprender a confiar e cultivar a nossa intuição ajuda-nos a tomar decisões alinhadas com a nossa verdade interior. Celebrar os Ciclos da Vida – Desde os marcos importantes até os momentos quotidianos, celebrar os ciclos da vida ajuda-nos a criar conexões significativas e a cultivar um sentido de gratidão pela jornada que estamos percorrendo. Ao aprendermos e praticarmos podemos reconectar com a nossa ciclicidade e viver de forma mais autêntica, consciente e em harmonia com o mundo ao nosso redor. Quer aprender a reconectar com a sua ciclicidade? Honrar e nutrir essa conexão, encontrando beleza e significado em cada ciclo da vida? Inscreve-te aqui e participa no próximo workshop da Mandala Lunar.

Alimentos Benéficos no Alívio dos Sintomas da Menopausa

A menopausa, um período natural na vida de todas as mulheres, vem acompanhada de uma série de desafios e sintomas que podem variar em intensidade e impacto. Entre os sintomas mais comuns estão as ondas de calor, mudanças de humor e alterações no sono. Neste contexto, a alimentação desempenha um papel fundamental, não apenas no alívio desses sintomas, mas também na manutenção da saúde geral durante esta fase da vida. Neste artigo convido-te a explorar o papel de três alimentos específicos – o inhame, o grão-de-bico e a alfafa – na mitigação dos sintomas da menopausa, oferecendo uma abordagem natural e holística para enfrentar este período com equilíbrio e bem-estar. Compreendendo a Menopausa A menopausa é uma fase biológica inevitável na vida de todas as mulheres, marcada pelo fim dos ciclos menstruais. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, mas pode variar significativamente de mulher para mulher, inclusive temos um post no Instagram ascensadalma sobre o caso da atriz Naomi Watts. Durante este período, o corpo experiencis uma série de mudanças hormonais, principalmente uma redução nos níveis de estrogênio e progesterona. Essas alterações podem levar a uma variedade de sintomas físicos e emocionais, como ondas de calor, suores noturnos, alterações de humor, ganho de peso, secura vaginal e dificuldades de sono. Além dos tratamentos convencionais, como a terapia de reposição hormonal (TRH) e medicamentos utilizados para aliviar sintomas específicos, é crescente o movimento de muitas mulheres que procuram abordagens naturais para gerenciar esses sintomas (o que me deixa muito feliz). Uma dessas abordagens é a alimentação, que pode ter um impacto significativo no bem-estar durante a menopausa. A Influência da alimentação na Menopausa A relação entre alimentação e menopausa é complexa, mas é amplamente reconhecido que certos alimentos podem ajudar a aliviar os sintomas. Nutrientes como cálcio, vitamina D, ácidos graxos ômega-3, fibras e antioxidantes são particularmente importantes durante esta fase. Além disso, alimentos ricos em fitoestrógenos, como a soja e as sementes de linhaça, têm demonstrado proporcionar algum alívio dos sintomas, embora os resultados dos estudos sejam mistos. Alimentos a serem evitados ou consumidos com moderação durante a menopausa incluem aqueles ricos em açúcar, gorduras saturadas e cafeína, que podem exacerbar certos sintomas como suores e insónia. O Poder do Inhame O inhame, especialmente a espécie Dioscorea, é um tubérculo nutritivo e versátil, rico em carboidratos, carotenos, vitamina C, aminoácidos essenciais, tiamina, riboflavina e niacina. Ele também contém saponinas e sapogeninas, cujas estruturas químicas são semelhantes ás hormónas sexuais humanos. Essa semelhança sugere que o inhame pode ter um efeito benéfico no perfil hormonal das mulheres, particularmente durante a menopausa. Existem várias formas de preparar o inhame, desde cozido e até em sopas e ensopados. Estudos têm indicado que o consumo regular de inhame pode ajudar no equilíbrio hormonal e aliviar os sintomas da menopausa, embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente esses efeitos. Temos outro artigo que fala exclusivamente sobre o inhame, pode acessar aqui.  O Grão-de-Bico como Aliado O grão-de-bico é uma leguminosa rica em proteínas, fibra, vitaminas e minerais. Um dos aminoácidos presentes no grão-de-bico, o triptofano, é precursor da serotonina, conhecida como o “hormônio da felicidade”. Isso torna o grão-de-bico particularmente valioso na menopausa, especialmente para controlar mudanças de humor e ansiedade. O grão-de-bico pode ser consumido de várias formas, como em saladas, sopas e até mesmo como base para hambúrgueres vegetarianos. Sua riqueza nutricional e versatilidade culinária o tornam um excelente aliado para mulheres que procuram uma alimentação saudável durante a menopausa. A Alfafa e seus Benefícios A alfafa é uma planta rica em proteínas, fibras, vitaminas e minerais, conhecida por suas propriedades diuréticas, digestivas, calmantes, depurativas, antianêmicas, antioxidantes e hipolipemiantes. Ela é particularmente notável por sua riqueza em fitoestrogênios, que podem imitar a atividade do estrogênio no corpo e, portanto, ajudar a aliviar os sintomas da menopausa.Assim, a alfafa pode ser utilizada para: A alfafa pode ser consumida de várias formas, incluindo como brotos em saladas ou como um ingrediente em sucos e smoothies. Comparativo Nutricional: Inhame vs Grão de Bico vs Alfafa Nutriente Inhame Grão de Bico Alfafa Proteínas Baixo Alto Moderado Carboidratos Moderado Moderado Baixo Fibras Moderado Alto Alto Vitaminas C, B1, B2, B3 B6, C, E A, C, E, K Minerais Potássio, Ferro Ferro, Magnésio Cálcio, Magnésio Como Incorporar Inhame, Grão de Bico e Alfafa na Dieta O inhame pode ser cozido, assado ou incorporado em sopas. O grão de bico é excelente em saladas, sopas ou como hummus. A alfafa pode ser consumida em saladas ou como chá. É importante variar as preparações para manter a dieta interessante e nutritiva. Estilo de Vida e Menopausa: Além da Alimentação Além da nutrição, outros aspectos do estilo de vida são fundamentais. A prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um padrão de sono saudável são essenciais. A gestão do estresse, através de técnicas como meditação e yoga, também pode ser benéfica. Círculos de Mulheres e Comunidade de Apoio Como sabemos, a transição para a menopausa não é apenas uma jornada física, mas também uma experiência emocional e psicológica profunda. Durante este período, muitas mulheres enfrentam sentimentos de isolamento, confusão e até perda de identidade. Aqui, os círculos de mulheres e comunidades de apoio emergem como âncoras vitais. Benefícios do Apoio Emocional Os nossos Círculos de Mulheres são espaços seguros onde nos reunimos regularmente para partilhar histórias, sabedorias e apoio emocional. Não hesite em procurar apoio e informação. Seja proativa na sua saúde e bem-estar. A menopausa é uma jornada, e com os recursos e apoio certos, pode ser uma jornada de empoderamento e bem-estar. Seguimos juntas!

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