Há um fenómeno comum entre mulheres na fase de transição para a menopausa que, muitas vezes, gera desconforto, frustração ou até medo: o esquecimento. Pequenas falhas de memória, lapsos no meio de frases, nomes que se escondem por segundos longos demais… E, no entanto, por detrás desse aparente “mal funcionamento” da mente, esconde-se uma sabedoria profunda.
Este não é apenas um sintoma físico ou hormonal. É também — e sobretudo — um sintoma da alma em movimento.
O que estás a esquecer… e porquê?
Na transição para a menopausa, o corpo deixa de estar disponível para gerar vida externa e começa a gerar vida interna. É uma fase de recolhimento, de reintegração, de reconexão com a essência. O que antes era imediato e automático, agora abranda. O foco desloca-se do fazer para o ser, do mental para o sensível, do mundo externo para o universo interno.
Este aparente “esquecimento” é, na verdade, um espaço que se abre para a alma respirar.
Estamos tão habituadas a valorizar a mente racional, lógica, eficiente — que quando ela abranda, ficamos em alerta. Mas esse alerta pode ser, também, um chamado para parar, escutar e confiar. Aquilo que esqueces pode ser exatamente o que já não precisas carregar. Um velho programa. Um excesso de estímulo. Uma exigência que já não te serve.
Um sintoma da Ascensão Planetária
Vivemos um tempo de profunda transformação na Terra. A frequência vibracional do planeta está a elevar-se — e com ela, tudo aquilo que está desalinhado ou desnecessário começa a dissolver-se. O velho dá lugar ao novo. O controlo dá lugar à entrega. A lógica linear dá lugar à sabedoria intuitiva.
Para muitas mulheres despertas, essa mudança é sentida de forma intensa no corpo e na mente.
A menopausa deixa de ser apenas um processo fisiológico para se tornar num rito de passagem espiritual — um portal de ascensão individual em sintonia com a ascensão coletiva.
O esquecimento torna-se, então, uma limpeza.
Um descondicionamento.
Uma reprogramação.
Estás a esquecer o que te prendia, o que te cansava, o que te mantinha num ciclo de sobrevivência.
E a lembrar — no corpo, no coração e na alma — quem vieste realmente ser.
E se esqueceres o que é essencial?
Não te preocupes.
O que é verdadeiramente teu, o que vibra com a tua essência, não se perde.
Está a ser gravado noutra memória: a memória da alma, onde tudo é guardado com amor.
Este processo pede confiança. Pede escuta.
Pede também que te permitas viver com mais presença, menos controlo e mais suavidade.
O esquecimento é um convite ao silêncio interior.
E é no silêncio que a sabedoria emerge.
Um novo espaço interno
Ao libertares a mente do excesso, abres espaço para o novo:
- Novas percepções
- Novas formas de amar-te
- Novas verdades internas
- Novas inspirações alinhadas com a tua missão
A transição para a menopausa pode ser uma iniciação. Um regresso ao templo interior.
E nesse templo, o que parecia esquecido… renasce sob nova forma.
Confia.
Tu não estás a perder a memória.
Estás a relembrar quem és,
Para além de tudo o que aprendeste a ser.
Se este texto tocou o teu coração talvez seja o momento de te acolheres mais profundamente.
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